O QUE É

Inicialmente, a filosofia Vegan começou por ser apenas uma dieta alimentar, mas com o passar do tempo o conceito evoluiu para um estilo de vida que muitos designam como Veganismo. O Veganismo é toda uma atitude perante a vida e a forma como se perspetiva o mundo, no presente e no futuro. O Veganismo rejeita a exploração, a crueldade e o maus-tratos a animais. O Veganismo não resulta de uma prática estática, mas sim de uma visão e de objetivos para o futuro em que os seres vivos possam viver livres de exploração e de maus-tratos.

Independentemente de qual seja o nível de envolvimento, a palavra Vegan refere-se sempre a algo que é livre de produtos, sub-produtos, matérias ou substâncias de origem animal, tais como: carne, peixe, lacticínios, ovos, mel, aves, insetos, crustáceos, seda, lã, pele, produtos químicos ou outros que tenham sido testados em animais. Atualmente, na sociedade moderna, praticar o Veganismo não é uma tarefa fácil, uma vez que muitos produtos e materiais têm origem animal e podem, de forma mais ou menos subtil, integrar vários elementos que fazem parte do nosso quotidiano, como por exemplo, na indústria automóvel, no sector da construção, nas colas, na tinta utilizada nos livros, entre muitos outros. Adicionalmente, o Veganismo também não tolera testes em animais, sendo a compaixão um fator relevante. Neste sentido, os Vegans também não apoiam qualquer forma de exploração animal onde se incluem, jardins zoológicos, aquários, circos ou corridas com animais.

Para muitos, o Veganismo é entendido como uma forma de responsabilidade social na medida em que procura evitar alguns dos maus-tratos a animais e o seu abate, estando também muitas vezes associado a preocupações ambientais, pois procura reduzir a pegada ambiental.
A este movimento estão associados certos valores-chave como a compaixão, a honestidade, a autenticidade, a verdade, o respeito pelos direitos dos animais, o respeito pelos direitos das pessoas, o respeito pelo planeta e o não à violência.

FIBRAS SINTÉTICAS
Base de polímeros sintéticos, criação 100% em laboratório. Há uma pesquisa contínua para aumentar e melhorar o fornecimento que ocorre dos materiais de origem vegetal e animal.

Segue abaixo descrição das principais fibras sintéticas existentes:

• ACRÍLICO ou POLIACRÍLICO - Isolante térmico, leve, muito resistente, lavável. Fibras que melhor substituem a lã.

• LORICA | Leve, resistente, impermeável. Combinação de resinas com fibras de poliamida, celulose e poliuretano, é uma marca registada.

• MICROFIBRA | Resistente, suave, transpirável, impermeável, antibacteriana, leve e lavável até 60 °C. Os fios são produzidos a partir de acrílico, poliéster, viscose ou nylon.

• CETIM ou RAIOM | Macio, liso e aspeto brilhante, semi-opaco ou opaco conforme a matéria. Os fios são produzidos a partir de acetato, viscose, poliéster.

• ELASTANO ou SPANDEX | Elástica e resisten¬te. Fibra polimérica, obtido a partir do etano, conhecida como Lycra.

• ORGANZA | Fina e transparente. Fio de poliamida.

• POLIÉSTER ou TERGAL | Boa resistência à luz e ao uso, boa elasticidade, pouca absorção humidade. Fibra que permite várias misturas, a tecnologia desenvolvida permite a concorrência com o algodão.

• NYLON | Leve, resistente, lavável. Fio de poliamida com aceitação de acabamentos têxteis, permitindo diferentes acabamentos e associado ao algodão oferece um produto confortável.

• VELUDO SINTÉTICO | Veloso, macio e brilhante. Tecido produzido atualmente a partir de acetato de raiom.

• CAMURÇA SINTÉTICA | Suave, respirável, permeável e lavável. Feito de microfibra de poliéster.

• COURO SINTÉTICO | Impermeável e não respirável. Feito de PU (poliuretano).

• PÊLO SINTÉTICO | Variação de texturas e cores, térmico. Feito de fibras de plástico acrílico, imitando a aparência e a sensação ao toque.

• FIBRAS VEGETAIS | Podem ser obtidas a partir de frutos, folhas, cascas e lenho. As principais plantas têxteis são: a fibra de algodão, a juta, o sisal, o linho e o cânhamo.

• ALGODÃO | Boa absorção de humidade, macio, confortável, durável, resistente ao uso e lavagem. Materiais provenientes do algodão: lona, sarja, bombazine, denim (ou brim), etc.

• JUTA | Toque grosseiro e áspero, brilho sedoso, quebradiça e baixa elasticidade. Fibras extraídas de caule de “plantas duras – Herbáceas Anuais”.

• LINHO | Resistente, confortável, aspeto rústico, duradouro, aparência lustrosa e não encolhe. Fibra de origem vegetal, quando combinado com a viscoe, torna-se favorável ao processo de tingimento.

• BAMBU | Macio, absorvente e respirável. Fibras com propriedades antibacterianas.

• CÔCO | Resistente água salgada ou transpirazção, antibacteriana, bom isolamento térmico e durável. A textura fibrosa, podem estimular a circulação do sangue e promover o relaxamento.

• CÂNHAMO | Suave, forte, durável, absorvente. Fibras com propriedades antimicrobianas.

• PAINA | Sedosa, pouca resistência. Fibra semelhante ao algodão, oriunda dos frutos da árvore Paineira. Usada para enchimento.

• CORTIÇA | Leve, impermeável, flexível e isolante. Material 100% natural, reciclável e renovável.

• SISAL | Resistente à abrasão e ao calor, boa tenacidade. Fibras utilizadas das folhas da planta Agave Sisalana.

• BORRACHA NATURAL | Borracha natural, proveniente de vários tipos de árvores.

• SOJA | Macia, brilhante, lisa e resistente. Fibra com excelentes propriedades de tingimento. O seu óleo pode ser utilizado para tintas, resinas e solventes.

BIO POLÍMEROS
Estes novos polímeros biodegradáveis, são produzidos por seres vivos, os quais são constituídos por açúcares, aminoácidos e nucleotídeos. Os hidratos de carbono são as principais fontes destes biopolímeros, como por exemplo, a cana¬-de-açúcar, o milho, a batata, o trigo e a beter¬raba ou óleo vegetal extraído de soja, girassol, palma ou outra planta oleaginosa.
Alguns destes materiais poliméricos que apresentam potencial para aplicação na indústria do sector do calçado, mostraram ser bastante rígidos, podendo ser preferencialmente usados como material para saltos. O poliuretano demonstrou ter as propriedades adequadas para utilização como material de sola.

Destaca-se os biopolímeros com maior importância no sector do calçado:

• PLA | É um polímero termoplástico, produzido por síntese química a partir de ácido láctico obtido por fermentação bacteriana de glicose extraído do milho, com uso potencial na confeção de embalagens, filmes, fibras, cartões de plástico entre outros.

• PHA | Constitui uma ampla família de poliésteres produzidos por bactérias através de biossíntese direta de carboidratos de cana-de-açúcar ou de milho, ou de óleos vegetais extraídos principalmente de soja e palma. Dependendo da composição monomérica, pode ser utilizado na produção de embalagens, itens de descarte rápido e filmes flexíveis.

• PA | São polissacarídeos, modificados quimicamente ou não, produzidos a partir de amido extraído de milho, batata, trigo ou mandioca. Pode ser utilizado na produção de embalagens e itens de descarte rápido e, em blendas com polímeros sintéticos, na confeção de filmes flexíveis.

BIO TPU | Termoplástico de poliuretano, baseado em fontes renováveis, utilizando como matéria-prima óleo vegetal. Novos termoplásticos introduzidos na produção de componentes para calçado: solas, testeiras e contrafortes.

• BIO RESINA | Extraída de fontes vegetais renováveis de amido.

• APINAT | É um bio polímero, produzido pela API SPA, aplicado em solas. Combina as características típicas de um polímero de origem fóssil, com processo de biodegradação. É um produto que deriva da cana-de-açúcar.

Menos que exista legislação específica que permita a fiscalização deste tipo de produto, o controlo e certificação está a cargo de entidades terceiras, independentes, que promovem o movimento Vegan ou os direitos dos animais ou outros, em sintonia com o propósito.

De uma forma destacada e reportando a entidades terceiras independentes, surge a PETA (Peo¬ple for the Ethical Threatment of Animals) que é a maior organização mundial dedicada ao direito dos animais, que conta com mais de 5 milhões de membros e apoiantes.

A PETA tem um certificado que é designado por PETA Approved e é a entidade responsável pelos Vegan Fashion Awards. Também promovem um PETA Shopping Guide. Tudo isto faz com que o seu contributo para o movimento Vegan tenha um impacto mundial forte, ganhando cada vez mais destaque.
Também se podem encontrar outras instituições internacionais que têm um papel ativo na promoção e divulgação dos produtos Vegan, como por exemplo: THE VEGAN SOCIETY, VRG - THE VEGETARIAN RESOURCE GROUP, VEGAN TRADE COUNCIL.

Ao criar uma marca Vegan, o ideal é estar presente em eventos especializados, pois só aí se encontrarão com mais assertividade, os compradores de produtos Vegan.
Existem várias feiras de pequena dimensão direcionadas ao público Vegan, mas mais relacionados com a alimentação. No que se refere ao sector do calçado e da moda, existem poucas feiras e algumas delas estão mais relacionados com a problemática da sustentabilidade como um todo, mas onde se podem também encaixar marcas Vegan.

Principais feiras
• ETHICAL FASHION SHOW BERLIN
• GREEN SHOWROOM
• GET CHANGED! THE FAIR FASHION NETWORK
• FAIR TRADE FASHION SHOW LA
• VEG EXPO

Diretório de empresas, produtos, materiais e componentes Vegan

CONTACTOS

Verificação    9   +    = 15
Sede
Rua de Fundões - Devesa Velha
3700-121 S. João da Madeira
Tel. 256 830 950

Extensão
Rua Drº Luís Gonzaga da Fonseca Moreira Margaride 4610 - 117 Felgueiras
Tel. 255 312 146

[email protected]